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Revisão Sistemática é publicada no períodico International Journal of Molecular Sciences.

O professor Dr. Ricardo Cobucci do Programa de Pós-graduação em
Biotecnologia da Universidade Potiguar (PPGB-UnP) em parceria com
Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
(UFRN) publicaram um estudo inovador no períodico International
Journal of Molecular Sciences , revista indexada no PubMed com fator
de impacto de 4,9. A pesquisa, intitulada “ Exosomal MicroRNAs as
Epigenetic Biomarkers for Endometriosis: A Systematic Review and
Bioinformatics Analysis ”, revela avanços significativos na
identificação de biomarcadores epigenéticos para o diagnóstico
precoce da endometriose , uma condição que afeta cerca de 190
milhões de mulheres em idade reprodutiva em todo o mundo.
A Revisão sistemática sob liderança da Profa. Dra. Janaina Cristiana
de Oliveira Crispim, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte ,
analisou 12 estudos de caso-controle, envolvendo 191 mulheres com
endometriose confirmada e 169 controles saudáveis. A equipe
identificou 668 microRNAs exossomais com expressão
significativamente alterada em pacientes com endometriose,
destacando miR-22-3p, miR-320a, miR-320b e miR-1273g-3p em
amostras de soro, e miR-200c-3p e miR-425-5p em tecidos
endometriais. A análise bioinformática revelou que esses microRNAs
estão associados a vias de sinalização cruciais, como PI3K/Akt, MAPK
e TGF-β, relacionadas à proliferação celular, migração e inflamação. A endometriose, caracterizada pelo crescimento de tecido
endometrial fora do útero, apresenta desafios diagnósticos devido a
sintomas inespecíficos e à necessidade de procedimentos invasivos,
como a laparoscopia. “ Os microRNAs exossomais são estáveis no
sangue e resistentes à degradação, o que os torna candidatos
promissores para biomarcadores não invasivos ”, explica o Prof.
Ricardo Cobucci. “ Nosso estudo aponta caminhos para diagnósticos
mais precoces, reduzindo a dependência de cirurgias e melhorando a
qualidade de vida das pacientes. ”
Apesar dos resultados promissores, os autores destacam a
necessidade de validação em coortes maiores e mais diversas para
confirmar a aplicabilidade clínica desses biomarcadores. A
variabilidade nos padrões de expressão dos microRNAs entre os
estudos reforça a importância de métodos padronizados.
A pesquisa, financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior (CAPES), reflete o compromisso com a
inovação científica e a saúde da mulher . “ Estamos orgulhosos de
contribuir para o avanço do conhecimento sobre a endometriose, uma condição que impacta milhões de vidas ”, afirma o Prof. Ricardo
Cobucci, coautor do estudo.
O artigo está disponível para acesso aberto no site da revista, através
desse link.