29 de setembro de 2020 08:28

Pesquisador do PPGB-UnP é vencedor do Prêmio EURO de Inovação na Saúde

Projeto do Prof. Dr. Francisco Irochima foi um dos 11 selecionados após votação da classe médica

O Prof. Dr. Francisco Irochima, docente do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia (PPGB-UnP), foi um dos vencedores do Prêmio EURO de Inovação na Saúde. Seu projeto “Novo Dispositivo Móvel para Combate à Cegueira por Ceratocone (Topograph Smartphone System)” foi escolhido entre um dos 11 melhores após votação feita pelos profissionais médicos.

A seleção contou com 1.655 propostas inscritas, sendo selecionados 105 por uma curadoria. O pesquisador conseguiu emplacar três projetos dos 11 das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste até chegar à final.

O projeto consiste em um dispositivo portátil e de baixo custo que acoplado a um smartphone poderá dar o diagnóstico precoce do ceratocone, uma das principais causas de transplantes do Brasil e do mundo. Atualmente, o diagnóstico do ceratocone ainda depende de aparelhos com baixa mobilidade e alto custo.

Com o projeto do Prof. Irochima, vislumbra-se a possibilidade de um aparelho que pode ser operado até por professores em escolas pública e privadas ajudando com uma triagem em massa. O equipamento poderá ainda por meio de geolocalização criar uma rede de diagnóstico e tratamento referenciado à distância ajudando em estratégias de saúde. Com isso, espera-se mudar a história natural de uma das causas de cegueira progressiva e bilateral.

Propósito

Com um histórico profissional de 20 anos de trabalho contra as doenças que comprometem a visão, Irochima lembra que o prêmio representa também um propósito que começou na infância quando conviveu com o avô paterno, cego por glaucoma. Dessa experiência, ele decidiu fazer Medicina e, posteriormente, Oftalmologia para combater a cegueira.

Além disso, ele lembra da importância de projetos de inovação na região Nordeste e no Rio Grande do Norte. “Mesmo estando em um dos estados mais pobres da federação, em uma das regiões mais precárias do país e sem utilizar nenhuma verba pública, conseguimos inovar”.