
O estudo “Predictors of Severity in Adverse Reactions to Subcutaneous Medications: A Nationwide Pharmacovigilance Study in Brazil (2019-2024)” acaba de ser publicado no prestigiado periódico internacional Journal of Patient Safety (Qualis A2/PubMed), trazendo dados cruciais sobre a segurança do uso de medicamentos por via subcutânea no país.
O artigo foi publicado pela aluna do curso de Doutorado do Programa de Pós- Graduação em Biotecnologia da Universidade Potiguar (PPGB-UnP), Edna Marta Mendes da Silva, sob orientação do Prof. Dr. Ricardo Ney Cobucci, e contou com a colaboração de alunos de Iniciação Científica e pesquisadores de instituições parceiras.
A pesquisa realizou uma análise minuciosa de 4.954 notificações registradas no sistema VigiMed, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), cobrindo o período de 2019 a 2024. Os resultados revelam um cenário que exige atenção: aproximadamente um terço dos eventos adversos relatados foram classificados como graves, sendo que 27,3% resultaram em hospitalizações e 8,3% evoluíram para óbito.
Para o Prof. Dr. Ricardo Ney Cobucci, orientador do trabalho, a relevância do estudo reside na aplicabilidade clínica imediata: "Esta pesquisa fornece evidências sólidas para que profissionais de saúde possam identificar, de forma precoce, pacientes com maior risco de desenvolver reações graves.
O uso de dados reais do sistema nacional de farmacovigilância nos permitiu traçar um perfil fiel da realidade brasileira, contribuindo diretamente para estratégias de segurança do paciente mais assertivas." O estudo identificou fatores de risco independentes que aumentam as chances de uma reação adversa ser grave, como o sexo masculino, idade ≥ 60 anos, notificações oriundas de serviços de saúde e notificações não espontâneas.
No que diz respeito às classes terapêuticas, os medicamentos de uso endócrino-metabólico foram os mais frequentes (54,4%). A Dra. Amália Rêgo, coordenadora do PPGB-UnP, destaca o papel do programa na formação de pesquisadores de excelência:
